
Mergulhando nas lembranças de uma vivência morta, houve uma vida constituída de intranspostas fronteiras, onde minha mente se constitui, de momentos memoráveis, nos quais percebo na saudade, residindo no passado que jamais retornarão. Concentrando nossos olhares atentos além do horizonte à frente, experienciamos momentos inebriantes, onde nossos desejos impulsivos guiaram nossos passos, não reconhecendo os controles que obstruíssem nosso caminho. Olhando para o céu, com nossa alma extasiada, compartilhamos multiplas sensações nessa estrada sem fim, onde os desejos insaciáveis, encantados pela maré do diferente, alimentavam-se no infinito. Extrapolando os limites da transposição do tempo, sentimos a claridade do sol tocando nossos corpos, ultrapassando os horizontes, arriscando nos caminhos, cegos pelas emoções em explorar tais dimensões, movidos pelos impulsos irredutíveis, que guiavam nossos destinos. Dragados pela maré do desconhecido, exploramos lugares clamorosos, onde imperavam os sonhos através do resplandecer dos milagres, movidos pela embriaguês sonambulesca, retornando com o peso de nossas mágoas, na memória de nossas vivências com uma alegria insatisfeita.

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