
Os mistérios da existência induz-nos a mergulhar no profundo lago do desconhecido, justificando o indecifrável fascínio de ser e de existir. É o descobrir e redescobrir incessante dessa multifacetada vida, constituída de contingências múltiplas, dragando-nos para o obscuro vir-a-ser, através do porvir infinito.

É estar diante de um monstro silencioso que nos consome dimensão temporal a dentro, causando-nos uma enormidade de novas e imprevistas experiências, que se contrapõem entre si, formando a mais complexa teia de circunstâncias infindas, condicionando-nos para um espaço linear histórico, atraindo-nos para o oculto centro condicionante, num pressionar a sermos no estar e no agir.
É o que nos força a percebermos a enormidade desse macro-sistema, onde nos encontramos presos e perdidos dentro de um universo inexplorável, onde paradoxalmente faz sermos soltos numa inefável criação gigantesca, dentro de um modo de co-existirmos em nossa pequenez.

É impondo-nos à necessidade inexorável de viver a cada instante em sua mais forte potência, para visualizarmos o real sentido desse sistema existencial constante, e tão vasto e longínquo corpo concomitante e circundante, de cuja duração ligeira nos trafega para as mais altas formas de manifestação de um todo abrangente.


