21 de março de 2010

BIFURCACIONALIDADE



No amanhecer do céu
Clareando-se os horizontes,
O dia se oferece à noite
Dilatando o calor do sol
Vibrando cores infindas
Chocando-se em brasa
Na confusão dos olhares.




Enquanto as gotas do imprevisto
Desmoronam-se ao vento,
Gritos de louvores
São lançados aos extremos,
Onde o profundo reflexo
Conduzido ao vazio
Alcança-nos em ascensão
Libertando-nos da angústia.

Abrindo-se no tempo
Desvelando-se ao súbito,
Mostra-se aos cantos
Descendo-se dos montes
Ampliando-se aos instantes,
Pois a luz oculta a escuridão,
Enquanto a chuva se dissolve
Em meio ao sol,
Flutuando sobre a brisa
Expandindo-se no ar.