23 de dezembro de 2009

Para O Além...

Olhamos para o além mundo,
E percebemos aquilo que almejamos,
No alto de nossa vulnerabilidade,
Transcendemos o ápice de nossos limites,
Para transpormos a ponte de nossa condição.




No caminhar sobre as nuvens,
Vivenciando o absoluto,
Alcançamos o extremo céu,
Sentindo a chama da vida,
Fervilhando em nossas mentes.




E nessa estrada longínqua,
Regida pelo infinito,
Os labirintos concomitantes
Circulam sobre a existência,
Ecoando vozes silenciosas,
Atraindo-nos para o horizonte do desconhecido,
Onde os mistérios da vida residem,
Manifestando-se através do sol.

12 de novembro de 2009

Em Si E Por Si

Fecho os meus olhos
Enquanto a escuridão tenta me abraçar,
Com sua sensualidade quase irresistível,
Num traço quase tênue de ternura,
Mas naufragada em sua plena loucura,
Em que meus sopros suaves
Movidos pelos céus,
Distanciam-na de toda a formosura.
Dentro de mim reside um mistério,
Onde oculto aos meus olhos,
Busco incessantemente descobrir,
Numa contemplação pura e intima,
Mergulhando para dentro de mim.

E neste universo que sou,
Quase que insondável por mim,
Os polos se contraem e se encontram
No fascínio de um jogo controvérsio
Move-me nesse tortuoso mas sustentável caminho
No explorar de minha alma,
E no despertar do meu verdadeiro ser.

3 de novembro de 2009

Momentos!





O homem, em suas inúmeras maneiras de constitução,
Traz em sua inerência inconstante,
O inevitável resultado das experiências constantes,
Como fundamento máximo de sua natureza,
No encontro consigo mesmo.
Nos paradoxos das manifestações,
Que emanam através de sua essência,
Vislumbramos o inacabamento de seu ser,
Nas contradições necessárias,
Que pairam sobre si.

30 de outubro de 2009

Nós E Eles


Nos instantes obscuros
impedindo de nos encontrarmos,
deparamos com nossos muros e grades
construídos mediante nossas vaidades,
ocultando a verdade em nós
na recusa de sermos o que somos.
Nas sombras da identidade
que nos permeiam constantemente,
reside o perigo de nossa natureza,
na contradição como fonte de nossa essência,
nos choques com nossas convicções
e nos conflitos de nossos valores.
No impacto com a verdade
adormecida em nosso íntimo,
verificamos a dimensão absurda de nosso ser,
nas loucuras contraditórias
presentes em nossas mentes
e na perversidade de nossa alma.
Como entes predadores
escondendo sua verdadeira face,
abafamos nossos maiores temores
na busca de um inexistente refúgio
como conforto nas ilusórias maravilhas
e no mundo de sonhos,
acomodando-se na inércia
e residindo no vazio.

29 de outubro de 2009

Encontros E Encontros




Precisamos nos encontrar,
Pois necessitamos um do outro,
Para juntos caminharmos,
Numa mesma estrada,
Na mesma direção,
Rumos aos nossos desejos;
Pois os ventos do destino,
Através das rotas do tempo,
Mostram-nos de forma oculta,
Através de lugares desconhecidos,
E que passaremos a conhecer,
Nesta estrada do tempo de luz,
Que o brilho de nossa fusão,
Perdurará para todo o sempre.
Em que por definitivo,
A distância não és capaz,
De romper nossa ligação,
Mas apenas fortificá-la,
O quanto somos apenas um.
E nesse mundo diverso,
Na pluralidade de costumes,
Na coexistência de crenças,
E através da multiculturalidade,
Manifestará paradoxalmente,
O que é o ser humano.

28 de outubro de 2009

Cruzadas Subjetivas



A multipolaridade constituída no mundo, traz-nos a mente a certeza de que o mundo se faz representado pelo observador. Isso nos faz pensar nos valores que a vida humana faz-se movida e onde elas são vistas como pontos suscetíveis a serem debatidas. Situações mil em que cada humano envolve-se, dentro daqueles instantes movidos pelas circuntâncias, sensações são travadas num conflito regido pela lei individual que busca um patamar de soberania onde sua razão há de prevalecer. VIVEMOS NUM MUNDO ONDE OS UNIVERSOS SUBJETIVOS SE CHOCAM ENTRE SI, NA BUSCA EM QUE CADA UM DESSES UNIVERSOS TENTAM PREVALECER UM SOBRE O OUTRO. O INTERESSE DE SOBRESSAIR-SE SOBRE O OUTRO É O QUE FAZ O HOMEM AGIR CONTRA SI MESMO, EM QUE SEU IMPÉRIO IDEOLÓGICO SEJA PREDOMINANTE UNIVERSALMENTE.

27 de outubro de 2009

O Caos


Debaixo das turbulentas agonias que se encontram acima do sol, sentimos os reflexos desse confronto constante na busca de um império no terceiro céu, sintetizando as constituições celestes, para o seu reino em absoluto. Neste efêmero sistema regido pelas supremas leis, visualizamos o soberano sobre os mortais, na união das multiplicidades em sua eterna dependência. Vulneráveis pelas forças provenientes do cosmos, somos movidos pela necessidade da perpetuação de suas vontades, na junção de sua unívoca natureza, fundindo-nos à sua essência, tornando-nos apenas um. Envolto em cada ponto situado pela presença humana, inúmeros fatores ocorrem pela influência do seu agir, nas mudanças dos ciclos vitais, e na ordem antes existentes. Com as manifestações dos fenômenos e na interferência de cada existência, resulta-se de uma inexorável fusão, refletindo nos cantos do universo, onde tudo se encontra em constante harmonia.

26 de outubro de 2009

Transcendendo!


Sinto a necessidade de extrapolar o mundo subjetivo que eu mesmo construi. O homem só poderá evoluir e ascender a si mesmo no instante em que for adquirido a noção da co-existência; e que tal relação se dá no instante em que podermos buscar no outro o que há de vazio em nós; pois está no outro o que falta em nós. Só nos percebemos como humanos dentro de uma condição espaço-temporal, na qual nos condiciona enquanto humanos, no instante em que nos deparamos com o outro. O HOMEM É UM SER DE RELAÇÕES, E SÓ É POSSÍVEL EVOLUIR NO INSTANTE EM QUE NOS INTEGRARMOS AO TODO. E O TODO É CONSTITUÍDO DAS MULTIPLICIDADES DE MUNDOS EM QUE ESTE MUNDO CONTITUI.

No alto de nossas meras condições!



Necessitamos buscar dentro do mais intimo de nosso ser, algo que possa transportarmos para mais perto de nós mesmos; como entes presos num espaço de vasta e imensurável dimensão que se encontra além de nossos ínfimos interesses, onde tais interesses impede-nos de contemplá-lo, nos quais tornam-nos menores do que somos. Negamos nossa essência: isto nos faz matar a real identidade que possuímos, residindo no oculto de nosso ser, presentificados os atributos necessários que precisam ser tratados e aniquilados, para que possamos realizar e manifestar o que há de melhor em nós. O HOMEM ANIQUILA A SI MESMO!

REFLEXOS


Mergulhando nas lembranças de uma vivência morta, houve uma vida constituída de intranspostas fronteiras, onde minha mente se constitui, de momentos memoráveis, nos quais percebo na saudade, residindo no passado que jamais retornarão. Concentrando nossos olhares atentos além do horizonte à frente, experienciamos momentos inebriantes, onde nossos desejos impulsivos guiaram nossos passos, não reconhecendo os controles que obstruíssem nosso caminho. Olhando para o céu, com nossa alma extasiada, compartilhamos multiplas sensações nessa estrada sem fim, onde os desejos insaciáveis, encantados pela maré do diferente, alimentavam-se no infinito. Extrapolando os limites da transposição do tempo, sentimos a claridade do sol tocando nossos corpos, ultrapassando os horizontes, arriscando nos caminhos, cegos pelas emoções em explorar tais dimensões, movidos pelos impulsos irredutíveis, que guiavam nossos destinos. Dragados pela maré do desconhecido, exploramos lugares clamorosos, onde imperavam os sonhos através do resplandecer dos milagres, movidos pela embriaguês sonambulesca, retornando com o peso de nossas mágoas, na memória de nossas vivências com uma alegria insatisfeita.